Eu amo Joy Division. A banda faz parte da minha Santíssima Trindade Musical – Joy Division, The Smiths e Depeche Mode – há quase vinte anos. E houve uma época que eu ficava brava com uma ex-colega que colocava camiseta do Unknown Pleasures só pra tirar foto mas não sabia nem o que significava Love will tear us apart. Hoje em dia eu tô no “foda-se”, não vou ficar fiscalizando a vida de ninguém.
E é por isso que eu tive uma reação de facepalm igual àquela cena famosa de Corra que a polícia vem aí 33 1/3 quando eu soube que um bando de marmanjo barbado tá dando piti porque a inserção de Master of Puppets em uma cena de Stranger Things tá fazendo o Metallica ficar “mainstream”.
O famoso aplicativo de pedidos iFood lançou o iFood Benefícios, e a Firma™ adotou o benefício, substituindo o Ticket Refeição. A principal vantagem do iFood Benefícios é poder elencar os valores, ou seja, trocar do refeição pro alimentação e vice-versa. Ou seja, é possível fazer despesa no aplicativo e cinco minutos depois pedir uma pizza. Outra vantagem é vincular os dois aplicativos, assim não é preciso cadastrar o cartão físico no aplicativo do iFood.
Num mundo ideal você cadastra uma vez e pronto. No mundo real você vai pra parte de pagamento e toma um susto, fica com raiva e acaba numa situação cômica.

Eu acho essas frases de autoajuda um saco. Aliás, autoajuda já era chato nos primórdios das traduções da Louise L. Hay e congêneres que chegaram aqui no Brazza aos borbotões. Tive contato com tais obras na adolescência, com essas da Hay e com a coleção Amplitude do Luiz Gasparetto (sim, filho da Zíbia), que eram uns livrinhos chatos porém interessantes pra uma garota de 16 anos que não tinha amigos ou recíprocas amorosas. Nessa época coach era só a palavra no inglês para “técnico”.
Bem, se autoajuda é um saco, por que eu resolvi dar esse nome pro post? Porque eu estava procurando blog pra ler e, de uns vinte links que eu abri, achei um que é mais ou menos interessante, e mesmo assim tá entupido de imagem. Daí lembrei (de novo) do texto do André sobre blogs e meus neurônios analíticos fizeram os neurônios escritores sentarem e enquanto eu digito tá rolando uma sessão de terapia dentro do meu Palácio Mental.
Minha página inicial do YouTube, depois que eu expurguei o histórico, varia entre vídeos de química, vídeos sobre o Notion, speedruns de jogos diversos, música, vídeos sobre bookbinding ou bullet journaling, entre outros que vazam por entre as brechas do algoritmo. Quando eu preciso espairecer e ainda não é hora de dormir eu vou no YouTube e fico lá ~zapeando~ por um tempo. E numa dessas a adolescente nerd que habita em mim resolveu ressuscitar e fazer um cálculo estequiométrico. Por quê? Ora, porque sim!
Quando eu trabalhei na farmácia de uma UBS eu sempre achei estranhas as cartelas com comprimidos pretos. Eram cartelas de papel, daquelas parecidas com as cartelas de AAS infantil, mas os comprimidos são maiores. Nunca cheguei a perguntar pra alguém pra que servia.
Corta pra 2022 e uma Lise com tédio e dor nas costas começa a ver vídeos do Cody pegando diversos tipos de material e usando todo o poder da gloriosa Química pra extrair ouro deles. E em um dos vídeos ele usa flocos pretos pra absorver o ouro de uma solução de cianeto. Os tais dos flocos são a mesma coisa que eu via na farmácia lá nos idos de 2006: carvão ativado.
Curiosidade ativada (ha!) novamente. Afinal de contas, o que diabos é carvão ativado?

Estou deitada e um dos meus gatos, o Chiro, tá deitado do meu lado. De repente ele boceja uma, duas, três vezes e começa a se lamber. E uma pergunta pula entre minhas orelhas: qual é o critério para o banho dos miaus?