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Palavrinhas que resgatam

O Twitter foi tomado por joguinhos de palavras, números, mapas, e há outros que fazem você chutar números primos, palavras que estão no Senhor dos Anéis ou bichinhos da mais atualizada versão da pokedex. Mas enquanto nossas timelines são tomadas por quadrados coloridos (para o desespero dos daltônicos e dos leitores de tela), uma simpática senhora tomou por hábito mandar os resultados diários pra uma de suas filhas, e isso acabou por salvá-la de uma situação horrorosa.

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ME AJUDA, HIPERFOCO!

https://unsplash.com/photos/vZvNSeXzmwY

Em maio de 2013 esta que vos escreve foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline por um psiquiatra do Hospital Universitário da USP depois de um surto depressivo feio, muito feio, mais feio do que briga de foice no escuro.

O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia e fármacos.

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-de-personalidade/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb

Quase nove anos depois, a maioria das características citadas acima está sob controle graças ao tratamento com psicoterapia e fármacos. A modalidade terapêutica que eu sigo é a DBT, sigla em inglês para Terapia Comportamental Dialética, criada pela dra. Marsha Linehan e usada extensivamente para ensinar o paciente a lidar com o transtorno – lidar aqui é a palavra-chave, já que transtornos de personalidade não têm cura.

Os remédios eu pego no SUS mesmo.

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Do ódio à uva passa e outros doces naturais

Rachel Claire/pexels.com

Twitteiros e demais seres humanos diriam que há dois tipos de pessoas: os que socam uva passa em tudo e os que são normais – ou vice-versa, depende do time no qual você está. Eu me considerava do time que abominava inclusive as menções à pequena fruta enrugada, daquelas que nem pode olhar pra um panetone que, além de reclamar que “puta merda já tá chegando o final do ano de novo!”, ainda despreza o negócio como se aquilo fosse uma abominação. Mas vocês sabiam que também tem uva passa em colomba pascal?Continue a ler »Do ódio à uva passa e outros doces naturais