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A síndrome do “escreve, escreve e apaga”

Eu já tentei começar alguns textos aqui neste blog nesses últimos dias e acabei apagando todos eles. Algo a ver com o “tom” do texto, a forma como eu comecei a escrever e o tema dos textos. Achei que ficou ruim, apaguei. De novo. escreve, escreve, achei que ficou ruim, apaguei. E de novo. Todos os textos tinham a ver com o que eu tava fazendo, não achei graça nenhuma como ficou.

E o que eu tava fazendo? Vendo a BBC porque a rainha da Inglaterra morreu.

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Pokémons no parque

Toda vez que eu saio no sol eu ganho uma cefaleia. Ou seja, eu ia sair de casa antes do almoço e ia voltar querendo jantar uma dipirona. Mas havia muitos pokémons a serem pegos, não dava pra ficar em casa. Então, bora pro Ibirapuera caçar bichinhos imaginários.

O spoiler é: peguei muitos pokémons e tô com dor de cabeça até agora.

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Pequenas relembranças alemãs: o PqP

perfil de uma mulher em frente a uma parede de tijolinho segurando um livro na frente do rosto

Já faz seis anos que eu me formei bacharel em alemão e dez anos que eu tive minha última aula de língua alemã. De lá pra cá meu alemão melhorou o suficiente pra eu me meter a traduzir Grimm e dar aulas a uma amiga. Mas algumas coisas eu esqueci como funcionam, então de vez em quando eu pesquiso algum aspecto da gramática alemã pra relembrar. E fico contentinha.

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“Seja você a mudança”. Otay…

Eu acho essas frases de autoajuda um saco. Aliás, autoajuda já era chato nos primórdios das traduções da Louise L. Hay e congêneres que chegaram aqui no Brazza aos borbotões. Tive contato com tais obras na adolescência, com essas da Hay e com a coleção Amplitude do Luiz Gasparetto (sim, filho da Zíbia), que eram uns livrinhos chatos porém interessantes pra uma garota de 16 anos que não tinha amigos ou recíprocas amorosas. Nessa época coach era só a palavra no inglês para “técnico”.

Bem, se autoajuda é um saco, por que eu resolvi dar esse nome pro post? Porque eu estava procurando blog pra ler e, de uns vinte links que eu abri, achei um que é mais ou menos interessante, e mesmo assim tá entupido de imagem. Daí lembrei (de novo) do texto do André sobre blogs e meus neurônios analíticos fizeram os neurônios escritores sentarem e enquanto eu digito tá rolando uma sessão de terapia dentro do meu Palácio Mental.

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Palavrinhas que resgatam

O Twitter foi tomado por joguinhos de palavras, números, mapas, e há outros que fazem você chutar números primos, palavras que estão no Senhor dos Anéis ou bichinhos da mais atualizada versão da pokedex. Mas enquanto nossas timelines são tomadas por quadrados coloridos (para o desespero dos daltônicos e dos leitores de tela), uma simpática senhora tomou por hábito mandar os resultados diários pra uma de suas filhas, e isso acabou por salvá-la de uma situação horrorosa.

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ME AJUDA, HIPERFOCO!

https://unsplash.com/photos/vZvNSeXzmwY

Em maio de 2013 esta que vos escreve foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline por um psiquiatra do Hospital Universitário da USP depois de um surto depressivo feio, muito feio, mais feio do que briga de foice no escuro.

O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia e fármacos.

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-de-personalidade/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb

Quase nove anos depois, a maioria das características citadas acima está sob controle graças ao tratamento com psicoterapia e fármacos. A modalidade terapêutica que eu sigo é a DBT, sigla em inglês para Terapia Comportamental Dialética, criada pela dra. Marsha Linehan e usada extensivamente para ensinar o paciente a lidar com o transtorno – lidar aqui é a palavra-chave, já que transtornos de personalidade não têm cura.

Os remédios eu pego no SUS mesmo.

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Do ódio à uva passa e outros doces naturais

Rachel Claire/pexels.com

Twitteiros e demais seres humanos diriam que há dois tipos de pessoas: os que socam uva passa em tudo e os que são normais – ou vice-versa, depende do time no qual você está. Eu me considerava do time que abominava inclusive as menções à pequena fruta enrugada, daquelas que nem pode olhar pra um panetone que, além de reclamar que “puta merda já tá chegando o final do ano de novo!”, ainda despreza o negócio como se aquilo fosse uma abominação. Mas vocês sabiam que também tem uva passa em colomba pascal?Continue a ler »Do ódio à uva passa e outros doces naturais

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