Eufemérides

ME AJUDA, HIPERFOCO!

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Em maio de 2013 esta que vos escreve foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline por um psiquiatra do Hospital Universitário da USP depois de um surto depressivo feio, muito feio, mais feio do que briga de foice no escuro.

O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia e fármacos.

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-de-personalidade/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb

Quase nove anos depois, a maioria das características citadas acima está sob controle graças ao tratamento com psicoterapia e fármacos. A modalidade terapêutica que eu sigo é a DBT, sigla em inglês para Terapia Comportamental Dialética, criada pela dra. Marsha Linehan e usada extensivamente para ensinar o paciente a lidar com o transtorno – lidar aqui é a palavra-chave, já que transtornos de personalidade não têm cura.

Os remédios eu pego no SUS mesmo.

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Eu quase odeio a internet

Sábados por aqui tendem a ser modorrentos. Não dá pra ficar saindo de casa, mesmo que não existisse mais pandemia de coronavírus, porque a grana anda curta e todos os supérfluos foram cortados – até o telefone fixo rodou dessa vez -, o que significa que bater saltinho no shopping é caro, além de, claro, pedir para ser contaminado pela letra grega mais famosa dos últimos tempos.

Internet, por incrível que pareça, virou item essencial por causa do trabalho. Meu contrato de trabalho foi alterado de presencial pra teletrabalho no final do ano passado, portanto, a banda larga (fibra ótica é coisa de bairro que não tem regime diferenciado de entrega dos Correios) escapou do passaralho.

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Do ódio à uva passa e outros doces naturais

Rachel Claire/pexels.com

Twitteiros e demais seres humanos diriam que há dois tipos de pessoas: os que socam uva passa em tudo e os que são normais – ou vice-versa, depende do time no qual você está. Eu me considerava do time que abominava inclusive as menções à pequena fruta enrugada, daquelas que nem pode olhar pra um panetone que, além de reclamar que “puta merda já tá chegando o final do ano de novo!”, ainda despreza o negócio como se aquilo fosse uma abominação. Mas vocês sabiam que também tem uva passa em colomba pascal?Continue a ler »Do ódio à uva passa e outros doces naturais