Lise

Duas idiossincrasias da sintaxe alemã

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Eu adoro alemão. Eu já devo ter contado inúmeras vezes que escolhi o bacharelado em Alemão depois de uma aula de Introdução aos Estudos Literários na qual o professor Jorge (ah, o Jorge…) explicava o movimento Sturm und Drang e seus idealizadores, Goethe e Schiller. Naquele momento eu mandei o Baudelaire e o Flaubert pra puta que pariu – eu tinha entrado na faculdade pra fazer bacharelado em Francês – e decidi que ia estudar alemão.

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Palavrinhas que resgatam

O Twitter foi tomado por joguinhos de palavras, números, mapas, e há outros que fazem você chutar números primos, palavras que estão no Senhor dos Anéis ou bichinhos da mais atualizada versão da pokedex. Mas enquanto nossas timelines são tomadas por quadrados coloridos (para o desespero dos daltônicos e dos leitores de tela), uma simpática senhora tomou por hábito mandar os resultados diários pra uma de suas filhas, e isso acabou por salvá-la de uma situação horrorosa.

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Conexões neurônicas babelísticas

Eu falo um idioma fluentemente (português), tenho conhecimentos avançados em outro (inglês), conhecimentos razoáveis em outro (alemão), conhecimentos básicos em outro (francês) e arranho alguma coisa em alguma habilidade (leitura/audição/escrita/fala) em outros quatro (russo, espanhol, italiano, latim). Quando comecei a estudar alemão na faculdade eu sofria com as vozes em inglês e francês na minha cabeça se misturando com o guten Abend e o schönes Wochenende que a professora falava, mas isso faz doze anos. De lá pra cá as coisas pioraram um pouco.

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ME AJUDA, HIPERFOCO!

https://unsplash.com/photos/vZvNSeXzmwY

Em maio de 2013 esta que vos escreve foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline por um psiquiatra do Hospital Universitário da USP depois de um surto depressivo feio, muito feio, mais feio do que briga de foice no escuro.

O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia e fármacos.

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-de-personalidade/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb

Quase nove anos depois, a maioria das características citadas acima está sob controle graças ao tratamento com psicoterapia e fármacos. A modalidade terapêutica que eu sigo é a DBT, sigla em inglês para Terapia Comportamental Dialética, criada pela dra. Marsha Linehan e usada extensivamente para ensinar o paciente a lidar com o transtorno – lidar aqui é a palavra-chave, já que transtornos de personalidade não têm cura.

Os remédios eu pego no SUS mesmo.

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